Fokker em Joinville!

 

São Paulo 05h00min da manhã...
Em uma manhã chuvosa de segunda-feira, o consultor se equipa com seu note e mala de roupas para passar a semana em outro estado.
Destino: Joinville, Santa Catarina.
Como em todas as outras viagens o ritual se conserva, acordar atrasado já se faz lei.
O telefone toca eis o amigo taxista em frente ao apartamento a perguntar se o consultor já estava descendo.
Claro que o consultor estava descendo, só faltava tomar banho e se vestir!
Às 05h30min entra no táxi, ainda bem que o motorista é seu amigo, preparados para o transito e a tensão de perder o vôo, lá vão eles.
06h30min chek-in na TAM, vôo no horário, embarque as 06h40min!
Após uma exaustiva corrida pelo saguão do aeroporto, o consultor chega à sala de embarque com a calma que lhe é peculiar. Encontra os amigos, pois, na verdade o aeroporto de congonhas ás segundas parece um evento de empresas de tecnologia. Muitos consultores seguindo o seu destino semanal!
07h20min foi feita a chamada para o embarque, (Nada atrasado!) o embarque se segue no aperto do ônibus de pista e depois em meio a chuva no acesso ao suntuoso Fokker100!
Molhado e sonolento o consultor recosta-se em poltrona confortável e bate com a cabeça em sua janela de dormir!
08h10min Avião fechado por quase meia hora e imóvel! Que poderia estar acontecendo?
Claro! Alguém importante se atrasou para o vôo e eles estavam esperando!
Não é que era verdade... A aeronave se abriu e surge por entre a névoa de poluição de Sampa, nada mais, nada menos que a (Maravilhosa, Perfeita, Espirituosa, Super) ridícula, Mara Maravilha e seu filho, quer dizer marido!
Bom! Já que era só isso se toca o bonde... Digo Fokker.
08h20min o avião decolou, em 40 minutos o consultor chegará mais próximo ao seu destino. Ele não conseguia dormir porque a Maravilhosa sentou-se na cadeira a sua frente e não parava de falar em voz alta com a passageira que lhe acompanhava. O que foi engraçado, pois a reação do avião foi unânime. Ninguém moveu um músculo com sua presença a não ser os da face para esboçar o tremendo desgosto de ficar esperando por quase uma hora a boneca!
Que vôo horrível foi aquele, turbulência contínua ar condicionado com problemas, tagarela no banco da frente e extremamente atrasado.
08h55min começa o procedimento de descida, como o consultor quando mais jovem teve o grande prazer de tirar um brevê de piloto privado, embora vencido ainda lhe rende boas lembranças, conhece todos os procedimentos e tem o senso critico apurado para tal proeza. Tudo se passava relativamente bem aproximação perfeita do piloto levando em conta a tranqueira que é a aeronave, havia muitas nuvens baixas e o aeroporto é bem próximo a manguezais da região, então quando o consultor pode ver o solo o avião já estava quase tocando a pista.
Como o Fokker 100 é uma aeronave de porte médio os pilotos tinham como praxe, bater com o avião na pista deste aeroporto, reverter o motor no maximo e frear com toda vontade, para assim poder sair da pista pelo acesso central(o único), que daria acesso ao desembarque.
Nesta manhã que já era completamente diferente de todas as outras, por conta dos acontecimentos, o piloto ao chegar à cabeceira da pista não fez o que era habitual, ao contrário de jogar o avião ao chão e frear, ele colocou potencia novamente no âmbito de arremeter, mas em frações de segundos ele voltou a traz e jogou o avião para o chão, reverteu e freou o consultor assustado nunca havia visto algo parecido. Tudo foi com tamanha intensidade que os bagageiros superiores se abriram derrubando varias malas pelo corredor do avião e em vários passageiros, que em coro xingaram umas cinco gerações do piloto.
O consultor não entendendo muito bem o que havia acontecido fixou o olhar para o lado de fora para ver se encontrava alguma irregularidade que houvesse.
Estupefato o consultor avistou uma outra aeronave taxiando na pista.
Esfregou os olhos e olhou novamente em direção ao fim da pista e lá estava ela!
Putz! Quase fokker tudo!
Com a mesma calma que tinhas ao acordar, o consultor pegou as cuecas espalhadas e foi a cabine de comando conversar com o comandante sobre o acontecido.
Fato constatado! Não existia uma torre de controle naquele aeroporto as comunicações eram feitas no prédio do aeroclube de Joinville que se localizava em uma área isolada do aeroporto. Portanto a verdade é que se não fosse a presença de espírito e destreza do piloto e estarmos no maldito Fokker 100 a manobra não seria possível.
Perderíamos mais uma celebridade (A Mara!) em um tosco acidente de avião!
Salve o Fokker 100!
Que segunda-feira...
Ser Consultor é SODA!

Grande Abraço





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